Wednesday, March 29, 2006

Comunas de Penafiel comemoram os 85 anos do PCP



Comunas de Penafiel comemoram os 85 anos do PCP


Apesar dos esforços dalguns anticomunas salazarentos, os comunas de Penafiel estão de boa saúde e recomendam-se. Para comemorar os 85 anos do PCP fizeram um convívio na sua sede, comprada com dádivas dos seus militantes, coisa rara nos partidos do poder.
Ilda Figueiredo, deputada europeia, abrilhantou o convívio.
Força camaradas! A luta continua!

As lampreiadas

Crónica do Patosa


Pois é! Os ilustres, as Excelências, comem lampreia, mas eu fico a chuchar no dedo.

Bem gostaria de ter ido ao Ateneu comer uma lampreiada. Mas não sou ilustre e muito menos Excelência. Se quiser comer lampreia vou ter de a pescar e convencer a mulher para a preparar. Se estiver para aí virada, que lá em casa só eu é que gosto de lampreia e os meus dois mais velhos.

Não me sai da cabeça o quanto terá custado a lampreiada do Ateneu. Será que cada um dos comensais pagou a sua conta ou foi tudo por conta da casa? Quem pagou um jantar daqueles? E já agora quem pagou a almoçarada de lampreia em Abragão? Eu não fui…ou se calhar fui…os meus impostos vão para algum lado!

Uma lampreiada daquelas daria um bom comer para muita boa gente que anda por aí com fome envergonhada e vai à sopa da Misericórdia.

Dizem os amantes da lampreia à borla que aquilo até é um sacrifício para eles. Comem a lampreia, com arroz e à bordalesa, com espírito de sacrifício, para se promover Penafiel.

Verdade seja dita que depois destes jantares de lampreia à borla cresce exponencialmente o número de turistas que ocorrem a Penafiel para comerem o pitéu. A coisa é de tal maneira que não há restaurante, tasca ou boteco que não sirva lampreia. Sempre com as casas cheias. A afluência dos amantes de lampreia é tal que já há particulares que a cozinham e vendem nas suas salas de jantar, obtendo um rendimento suplementar livre de impostos.

Tá visto! Com o Penafiel a descer, a lampreia vai ser a nova aposta para pôr Penafiel no mapa … das lampreias.

Patosa, um criado ao vosso dispor
PS: A foto é uma fotocópia de uma foto do "Jornal Aberto"

Crónica do Gregório



Ando eu práqui a penar com a caixa da graxa, a receber uns míseros tostões por cada engraxadela de sapatos, sem direito à Caixa, sem direito a tratar de borla o furúnculo que me nasceu no cu, sem direito à reforma de engraxador, e os tipos amanham-se à lagurdia.

Pedem para eu apertar o cinto. Mas já nem cinto tenho.

Dizem que temos de fazer sacrifícios. Mas já faço sacrifícios desde que nasci. Mais ainda? Não querem lá ver que esta cambada quer que eu baixe ainda mais o preço das engraxadelas? E querem que eu pague ainda mais impostos?

Confesso que enquanto trabalhador liberal da INE (Indústria Nacional da Engraxadela) sempre tenho a possibilidade de declarar menos do que recebo. Como fazem os meus colegas profissionais liberais que trabalham noutros ramos mais rentáveis. Mas os meus clientes são uns forretas e pedem sempre recibo da engraxadela dos sapatos. Logo, quase que não consigo fugir ao fisco. O que é uma chatice.

Pedir aos outros que façam sacrifícios enquanto vivem à lagurdia, não está certo. Apertar o cinto dos outros, enquanto alargam o seu próprio cinto, não está certo. Se o Durão pôs o país de tanga, será que estes querem-nos tirar a tanga? Com este frio primaveril ainda apanho uma constipação!

Como não vivo da escrita, vou voltar às minhas engraxadelas…

Razões do PA (Penafiel Analógico)



PA (Penafiel Analógico) é um blogue, sem pretensões de qualquer espécie, que abordará questões reais, logo analógicas, do nosso burgo.

PA não será contra ninguém, mas será contra ou a favor de muita coisa.

PA afirmar-se-á pela seriedade e pela serenidade, sem abdicar de recorrer à sátira.

PA é analógico, porque somos daqueles que apreciamos um bom relógio analógico, uma boa aparelhagem analógica, uma boa fotografia tirada com uma “velha” máquina analógica, daquelas em que é preciso rolo.

PA é analógico porque estamos cansados das modernices do digital, do fragmentado, do virtual, do ilusório.

PA porque Penafiel é uma realidade concreta, vivida na labuta do dia a dia, sentida por todos nós.

PA é um projecto não jornalístico que viverá exclusivamente dos textos produzidos pelos seus autores.

No PA não haverá espaço para os Gabinetes de Imprensa, não haverá espaço para promoção de políticos locais, sejam do poder ou da oposição.